05/12/2008 - 21:43 Enviado por: Enrique Andres
Oh Ricardo, aonde vc vai parar? A tua matéria tem 800 comentários, e vem +
Aproveita que estas na fazenda, e vai ser bom assim atrás da orelha da égua!!!
Pessoal, não quero me aprofundar em cálculos e números, porque isso é trabalho para os técnicos.Quero dar uma humilde opinião de Zé Povão, aquele que não acompanha índices mas, descobriu há tempo que a sua panela não fica mais vazia, que seu filho freqüenta melhor escola, que mesmo sendo pobre pobre, alguém lá de cima se lembra que ele existe, é não e Deus, é um homem igual a ele, sofrido e trabalhador. De origem humilde, infância castigada, que sabe dar valor a quem nada tem. Que chora ao teu lado, hombro a hombro tuas tristezas, que ri contigo de tuas alegrias e conquistas.
Faz 40 anos que vejo políticos prometerem.O Lula também prometeu.Só que ele cumpriu, é a única diferença.Eu mexo com público, conheço expressões, quando vi os olhos de Lula a primeira vez como candidato, pensei de imediato. Pôxa, esse cara está falando verdades. Tem uma conversa correta e é sincero. Agora vemos que, além disso, sempre foi coerente, fiel à suas promessas e princípios. O que muda num bom político e um mal político é a sua vontade. Não resolve uma pessoa ser formada, falar várias línguas se suas intenções não forem das melhores. Quem manda é o caráter, nada mais.Lula tem isso de sobra, não interessa sua formação acadêmica ou outros estudos, interessa sim sua postura, sua ideologia, sua coragem de realizar as suas obras e mudanças, não se importando com a mídia opositora, os Virgílios da vida e os antas que o negam. Sorte que não passam de 7%O povo quer Lula de novo porque Lula é povo. E ele tem que nos escutar.Temos esse direito, como povo, de colocar na cadeira presidencial quem bem nós acharmos.Só se ele não quiser.Alguém lembra das festas de posse dele? Foram as mais populosas, mais festivas e aplaudidas.As pessoas choravam de alegria e esperança. Queriam ver em seu Presidente, o sonho convertido em realidade.Ele está fazendo jus à suas promessas, retribuindo ao povo inteiro o carinho que ele recebeu. Esse brasileiro está escrevendo a maior e mais bela historia contemporânea deste país.E escrita não com sangue, senão com paz, com justiça social, com ordem, com progresso e com muito amor à sua pátria.Ele é um grande patriota, um pacificador, reconhecido e invejado no mundo inteiro. Desta vez sim, temos o Presidente que merecemos. Eu tiro o meu chapéu pra ele e digo: Obrigado Lula! Contamos com você no próximo mandato!!
Carta resposta
06/12/2008 - 21:14 Enviado por: Enrique Andres
Caro Diógenis,teve o impulso de responder ao seu comentário de pessoas “formadas”Sem desvalorizar as formaturas, claro que não.Nosso Presidente não é um homem formado, isto é de conhecimento público, mas, ele se vale de homens e mulheres formadas, para orquestrar este gigantesco país com muito sucesso, ainda bem.Com o mesmo tapa de pelica e respeitosamente falando, não faço apologia a burrice ou despreparo, quero deixar constância de infinitos exemplos de pessoas não formadas, ou melhor, formadas na universidade da vida. Muito artistas de renome nacional, no cinema, na TV, não possuem título algum, nem por isto deixam nada a desejar.Se olharmos para traz, na historia, Napoleão, Alexandre o Grande, Átila, César, e outros tantos personagens que quase conquistaram o mundo sem cursos especializados. Mesmo que não tinha faculdade na época.A sua afirmação é subjetiva, parcial, tendenciosa e relativa.Não se desmerecem grandes homens pela sua carência de títulos. Quem é bom já nasce. Os grandes mestres da música clássica são imortais. Quantos dele fizeram faculdade de música?Quem comanda um alto posto sem faculdade, é porque têm valores pessoais superiores aos normais, que nenhum título honorífico poder-lhe-ia proporcionar.O desconforto dos “formados” é notório e evidente, assim como o preparo físico poderia transformar pessoas em homens grandes, jamais em grandes homens.Espero a sua grata compreensão.
Caro Diógenis,teve o impulso de responder ao seu comentário de pessoas “formadas”Sem desvalorizar as formaturas, claro que não.Nosso Presidente não é um homem formado, isto é de conhecimento público, mas, ele se vale de homens e mulheres formadas, para orquestrar este gigantesco país com muito sucesso, ainda bem.Com o mesmo tapa de pelica e respeitosamente falando, não faço apologia a burrice ou despreparo, quero deixar constância de infinitos exemplos de pessoas não formadas, ou melhor, formadas na universidade da vida. Muito artistas de renome nacional, no cinema, na TV, não possuem título algum, nem por isto deixam nada a desejar.Se olharmos para traz, na historia, Napoleão, Alexandre o Grande, Átila, César, e outros tantos personagens que quase conquistaram o mundo sem cursos especializados. Mesmo que não tinha faculdade na época.A sua afirmação é subjetiva, parcial, tendenciosa e relativa.Não se desmerecem grandes homens pela sua carência de títulos. Quem é bom já nasce. Os grandes mestres da música clássica são imortais. Quantos dele fizeram faculdade de música?Quem comanda um alto posto sem faculdade, é porque têm valores pessoais superiores aos normais, que nenhum título honorífico poder-lhe-ia proporcionar.O desconforto dos “formados” é notório e evidente, assim como o preparo físico poderia transformar pessoas em homens grandes, jamais em grandes homens.Espero a sua grata compreensão.
Meu netinho e eu
06/12/2008 -Historinha
Bem, já falou-se de tudo neste Balaio, acho que deve estar no fim, então farei um breve comentário que não atrapalhará ninguém. Até que o Ricardo nos envie outro assunto de destaque para comentarmos.Eu queria falar de…….esperem um pouquinho, é que hoje estou com o meu netinho que a mãe dele achou por bem deixar com o seu avô para cuidar. Já mexeu no meu teclado.O motivo que queria destacar é o papel da oposição dentro de um governo democrático.Todos sabemos que…….Ricardinho!!! o que você está fazendo menino? Tira esse dedo daí!!! A mamãe não falou já que não era para por…..e ainda cheiras?Vai no quintal brincar com o gatinho, vai!!!Eu não quero maltratar esse menino, depois cresce revoltado, traumatizado e é capas de entortar sua mente, pensar em ideologias direitistas, neoliberais, ultraortodoxas ou golpistas. Pior se eu bater na cabeça dele e depois ele virar um paranóico, debilóide ou um cronista da oposição.Como dizia, a oposição é o fiel da balança, que mostra quanto mais sucesso faz o governo mas forte eles latem. E a lei da sobrevivência. Ninguém quer desaparecer. Nem os que vivem de forma errada. O Chaves tem oposição e não é pequena, pois tem o financiamento dos poderosos. O Evo Morales também, a oligarquia, as forças ocultas, ou não tão ocultas, geram uma terrível oposição, capaz de balançar o seu governo.O Fidel tem oposição, só que está sob controle. Ninguém lá tem nada a oferecer que possa supera-lo. Só se aparecer um louco declamando:-Vamos vender a ilha para os EEUU!!Opositores mercenários, apátridas em todo lugar tem.Esperem um pouquinho…..Ricardinho!!! o que você fez no banheiro??? Ahhhh não!!!Gente,…… me parece que esta terra abençoada, este São Paulo da garoa acabou de ganhar um novo PINTOR / DECORADOR. Nem vou relatar porque sou um homem moderado, mas vou dar uma dica, ele fez na parede o mesmo que o FHC fez com o país.Seu porcalhão!!!Desta vez você vai apanhar!!! Não quero nem saber se vais virar um DEMoníaco quando crescer. Só que agora estou ocupado. Me faz lembrar mas tarde de te por de castigo.Estou louco que chegue segunda feira, pegar a minha motoca e sair pelo Sampa fora, fazer o meu tour e ainda ganhar um din din por cima.Deixa os meus patrões saberem disto que me rebaixam o salário pela metade.E o pior que eu vou aceitar. Continuaremos em outra, beijo a todos.
Bem, já falou-se de tudo neste Balaio, acho que deve estar no fim, então farei um breve comentário que não atrapalhará ninguém. Até que o Ricardo nos envie outro assunto de destaque para comentarmos.Eu queria falar de…….esperem um pouquinho, é que hoje estou com o meu netinho que a mãe dele achou por bem deixar com o seu avô para cuidar. Já mexeu no meu teclado.O motivo que queria destacar é o papel da oposição dentro de um governo democrático.Todos sabemos que…….Ricardinho!!! o que você está fazendo menino? Tira esse dedo daí!!! A mamãe não falou já que não era para por…..e ainda cheiras?Vai no quintal brincar com o gatinho, vai!!!Eu não quero maltratar esse menino, depois cresce revoltado, traumatizado e é capas de entortar sua mente, pensar em ideologias direitistas, neoliberais, ultraortodoxas ou golpistas. Pior se eu bater na cabeça dele e depois ele virar um paranóico, debilóide ou um cronista da oposição.Como dizia, a oposição é o fiel da balança, que mostra quanto mais sucesso faz o governo mas forte eles latem. E a lei da sobrevivência. Ninguém quer desaparecer. Nem os que vivem de forma errada. O Chaves tem oposição e não é pequena, pois tem o financiamento dos poderosos. O Evo Morales também, a oligarquia, as forças ocultas, ou não tão ocultas, geram uma terrível oposição, capaz de balançar o seu governo.O Fidel tem oposição, só que está sob controle. Ninguém lá tem nada a oferecer que possa supera-lo. Só se aparecer um louco declamando:-Vamos vender a ilha para os EEUU!!Opositores mercenários, apátridas em todo lugar tem.Esperem um pouquinho…..Ricardinho!!! o que você fez no banheiro??? Ahhhh não!!!Gente,…… me parece que esta terra abençoada, este São Paulo da garoa acabou de ganhar um novo PINTOR / DECORADOR. Nem vou relatar porque sou um homem moderado, mas vou dar uma dica, ele fez na parede o mesmo que o FHC fez com o país.Seu porcalhão!!!Desta vez você vai apanhar!!! Não quero nem saber se vais virar um DEMoníaco quando crescer. Só que agora estou ocupado. Me faz lembrar mas tarde de te por de castigo.Estou louco que chegue segunda feira, pegar a minha motoca e sair pelo Sampa fora, fazer o meu tour e ainda ganhar um din din por cima.Deixa os meus patrões saberem disto que me rebaixam o salário pela metade.E o pior que eu vou aceitar. Continuaremos em outra, beijo a todos.
Historinha
NO TEMPO DO PH
Há muito, muito tempo atrás, num lugar distante, cujo nome não me lembro, existia um povoado, que tinha escolhido um rei, por incrível que pareça, das camadas mais pobres. Acharam que ele era um lutador bravo, destemido e digno de ocupar o posto de rei.
A população começou aos poucos a acostumasse com ele, a gostar, pois ele reinava com sabedoria, dava oportunidades a quem precisava.
Viu que em seu reinado existia muita miséria e aí ele sensibilizado ordenou que fosse destinada uma ajuda para tirar essas pessoas da pobreza, até elas se enveredarem por um caminho melhor. Assim foi feito. Muitas pessoas começaram a comer todos os dias. O povo em geral estava agradecido. Mas, o mal, a ambição , sempre existiram. Aí chegaram integrantes da oposição, que até nesse reinado era permitida pois era democrático, e começaram a falar que a ajuda recebida era esmola, compra de votos. Aí o rei pensou: -Se nada dou reclamam e passam fome. Se dou, porque sou interesseiro, O que devo fazer então?Aí sua conselheira D´alma lhe disse: Meu rei, a oposição nunca estará contente, não adianta o que o Sr. faça. Guie-se pela sua consciência e deixe os outros falarem. –Mas D´Alma, o que será que eles querem? –A oposição? Derruba-lo, meu senhor, só isso derruba-lo e ocupar o seu lugar, nada mais.
-Eles são melhores do que eu? –Não meu senhor, a historia já provou que não, a cobiça que é maior.
-Bem vou chamar a minha conselheira de assuntos aleatórios para ver o que está acontecendo.-Phatima!!!-Pois não sua majestade –Quero saber o que acontece lá fora.-É um tal de serrote que está incomodando a população, diz que vai derrubá-lo, serrar tudo que existe.-Oh meu Deus, isto já esta me deixando com dor de cabeça, olha Phatima vai na pharmacia e vê um remédio. Você acha que nós phodemos com ele Phatima?-Sim meu senhor nós phodemos com ele. –Ainda bem
Há muito, muito tempo atrás, num lugar distante, cujo nome não me lembro, existia um povoado, que tinha escolhido um rei, por incrível que pareça, das camadas mais pobres. Acharam que ele era um lutador bravo, destemido e digno de ocupar o posto de rei.
A população começou aos poucos a acostumasse com ele, a gostar, pois ele reinava com sabedoria, dava oportunidades a quem precisava.
Viu que em seu reinado existia muita miséria e aí ele sensibilizado ordenou que fosse destinada uma ajuda para tirar essas pessoas da pobreza, até elas se enveredarem por um caminho melhor. Assim foi feito. Muitas pessoas começaram a comer todos os dias. O povo em geral estava agradecido. Mas, o mal, a ambição , sempre existiram. Aí chegaram integrantes da oposição, que até nesse reinado era permitida pois era democrático, e começaram a falar que a ajuda recebida era esmola, compra de votos. Aí o rei pensou: -Se nada dou reclamam e passam fome. Se dou, porque sou interesseiro, O que devo fazer então?Aí sua conselheira D´alma lhe disse: Meu rei, a oposição nunca estará contente, não adianta o que o Sr. faça. Guie-se pela sua consciência e deixe os outros falarem. –Mas D´Alma, o que será que eles querem? –A oposição? Derruba-lo, meu senhor, só isso derruba-lo e ocupar o seu lugar, nada mais.
-Eles são melhores do que eu? –Não meu senhor, a historia já provou que não, a cobiça que é maior.
-Bem vou chamar a minha conselheira de assuntos aleatórios para ver o que está acontecendo.-Phatima!!!-Pois não sua majestade –Quero saber o que acontece lá fora.-É um tal de serrote que está incomodando a população, diz que vai derrubá-lo, serrar tudo que existe.-Oh meu Deus, isto já esta me deixando com dor de cabeça, olha Phatima vai na pharmacia e vê um remédio. Você acha que nós phodemos com ele Phatima?-Sim meu senhor nós phodemos com ele. –Ainda bem
O ARCANJO E O ZÉ MANE
Para mim, a mímica está associada à poesia da alma, através dela, reinvento meu caminho e descubro, a cada momento, a razão de minha existência.A Mímica é uma arte que flui da alegria e de um desejo imenso de ajudar a construir um mundo melhor. É preciso acreditar na utopia e a mímica é a arte que reinventa e reorganiza o mundo.
O Império do Silêncio!
Mímica é um delicioso jeito de contar histórias utilizando elementos que preenchem a cena com harmonia e irreverência. Antonin Artaud, Bob Wilson, Gerald Thomas, Antunes Filho e outros grandes encenadores modernos, por não subestimarem a mímica como parte de suas linguagens, tornaram-se arautos do teatro moderno, respeitados e imitados por muitos fãs no mundo inteiro.
O segredo desses mestres, foi a revolução que buscaram fazer no corpo do ator, respeitando principalmente sua gestualidade. Quando o gesto do ator é cuidadoso, seu trabalho ganha força nos palcos.
Na década de 90 sente-se no ar que algo está para acontecer na arte do gesto. A maioria dos mímicos que vieram no rastro de Marcel Marceau sentem a necessidade de se reciclarem e estão descobrindo a complexidade desta arte que, paradoxalmente, é amiga íntima da simplicidade!
O panorama confuso que paira sobre nós é notório como em todas as profissões, a revolução da "era da informática" desmistificou a imagem do mestre como o provedor de todo conhecimento. Está claro que só é mestre quem sabe que não sabe o suficiente e precisa aprender mais. O maior exemplo disso é o incansável Etiénne Decroux, que viveu 92 anos pesquisando a mímica e deixou o embrião de uma arte que ainda tem muito que amadurecer.
Diante deste emaranhado de idéias e especulações que surgem na "nossa arte" do gesto só é possível concluir que: os atores gestuais, sejam eles mímicos, clowns, brincantes, essenciais, atores de máscaras e outros gêneros são, na verdade, a gênese de um novo tempo, de uma outra forma de teatro que não será mais o império do silêncio, tão pouco, o da palavra.
FILME MUDO – MÍMICA
Em certo dia o Zé Mane desce do morro chutando latas, cumprimentando vizinhos, jogando bola com a molecada, trocando alguns passes, em fim, um cara bem humorado, de bem com a vida, um pobre conformado com a realidade.
Ele se depara em certo lugar com a imagem de um homem-estátua fantasiado de Arcanjo imobilizado esperando caixinha do público. Têm na frente uma placa escrita ARCANJO e uma latinha para o dinheiro. Com muita dificuldade aparece uma menininha para lhe dar uma esmola. Depois de algum tempo aparece um menino com outra moeda, antes disso o Arcanjo já está impaciente pelo pouco dinheiro que arrecadou e dissimuladamente olha para o relógio de pulso.
Quando o segundo menino deixa uma moeda, ele se contorce todo em agradecimento e sem querer cai do palanque machucando uma perna o que o impossibilita de voltar a assumir.
Aí se apresenta o Zé Mane que estava observando a cena, fica comovido e vai ajudar o Arcanjo a se recuperar.
Então percebe que não dá para ele ficar mais em pé mesmo tentando algumas vezes.
E se oferece para ficar no lugar dele para assumir o seu papel. No começo o Arcanjo no aceita mas o cara insiste tanto que acaba concordando e o veste com a sua roupa indicando claramente que tem que ficar imóvel. Ele olha para a latinha e repara que só tem duas moedas e vai descansar num canto da rua.
Ao pouco tempo aparece o Arcanjo e vê o conhecido todo louco dançando sem parar em cima do pedestal que nem um roqueiro, e fica furioso grita com ele, manda descer, dá muita bronca e manda ele embora. De imediato o Arcanjo verdadeiro olha para a latinha e vê que está cheia de moedas e algumas notas de papel. Então ele fica perplexo e arrependido e o chama de volta para retomar o lugar. Aí o colega não aceita, diz que não quer mais, foi xingado, está magoado e não quer nada. O Arcanjo então implora, se ajoelha, mas nada d´ outro voltar. O Arcanjo fica cabeça baixa observando o Zé Mane indo embora. Numa outra cena aparecem dizeres com a escrita: UM TEMPO DEPOIS e mostra um clube noturno, a câmera se aproximando mostra quem está na portaria bem vestido com uniforme de gala e rindo à toa é o Zé Mane.
A imagem vai entrando no clube até chegar no palco. Aí tem uma banda de rock tocando e de repente entra em cena o Arcanjo muito louco balançando o corpo e os cabelos, (CLOSE no rosto dele) quando a câmera se afasta um poço aparece uma faixa escrita acima dele, e não vista antes (por problema de foco) com os dizeres:
ARCANJO´S ROCK.
Moral da história, o Zé Mane, homem simples e humilde (por que não dizer, desempregado) ensinou o caminho ao colega, a forma certa de ganhar a vida e foi retribuído com um emprego de porteiro.
Acompanhamos a simbologia de que o bem se paga com bem.
29/11/2007 Enrique Andrés – Roteirista
O Império do Silêncio!
Mímica é um delicioso jeito de contar histórias utilizando elementos que preenchem a cena com harmonia e irreverência. Antonin Artaud, Bob Wilson, Gerald Thomas, Antunes Filho e outros grandes encenadores modernos, por não subestimarem a mímica como parte de suas linguagens, tornaram-se arautos do teatro moderno, respeitados e imitados por muitos fãs no mundo inteiro.
O segredo desses mestres, foi a revolução que buscaram fazer no corpo do ator, respeitando principalmente sua gestualidade. Quando o gesto do ator é cuidadoso, seu trabalho ganha força nos palcos.
Na década de 90 sente-se no ar que algo está para acontecer na arte do gesto. A maioria dos mímicos que vieram no rastro de Marcel Marceau sentem a necessidade de se reciclarem e estão descobrindo a complexidade desta arte que, paradoxalmente, é amiga íntima da simplicidade!
O panorama confuso que paira sobre nós é notório como em todas as profissões, a revolução da "era da informática" desmistificou a imagem do mestre como o provedor de todo conhecimento. Está claro que só é mestre quem sabe que não sabe o suficiente e precisa aprender mais. O maior exemplo disso é o incansável Etiénne Decroux, que viveu 92 anos pesquisando a mímica e deixou o embrião de uma arte que ainda tem muito que amadurecer.
Diante deste emaranhado de idéias e especulações que surgem na "nossa arte" do gesto só é possível concluir que: os atores gestuais, sejam eles mímicos, clowns, brincantes, essenciais, atores de máscaras e outros gêneros são, na verdade, a gênese de um novo tempo, de uma outra forma de teatro que não será mais o império do silêncio, tão pouco, o da palavra.
FILME MUDO – MÍMICA
Em certo dia o Zé Mane desce do morro chutando latas, cumprimentando vizinhos, jogando bola com a molecada, trocando alguns passes, em fim, um cara bem humorado, de bem com a vida, um pobre conformado com a realidade.
Ele se depara em certo lugar com a imagem de um homem-estátua fantasiado de Arcanjo imobilizado esperando caixinha do público. Têm na frente uma placa escrita ARCANJO e uma latinha para o dinheiro. Com muita dificuldade aparece uma menininha para lhe dar uma esmola. Depois de algum tempo aparece um menino com outra moeda, antes disso o Arcanjo já está impaciente pelo pouco dinheiro que arrecadou e dissimuladamente olha para o relógio de pulso.
Quando o segundo menino deixa uma moeda, ele se contorce todo em agradecimento e sem querer cai do palanque machucando uma perna o que o impossibilita de voltar a assumir.
Aí se apresenta o Zé Mane que estava observando a cena, fica comovido e vai ajudar o Arcanjo a se recuperar.
Então percebe que não dá para ele ficar mais em pé mesmo tentando algumas vezes.
E se oferece para ficar no lugar dele para assumir o seu papel. No começo o Arcanjo no aceita mas o cara insiste tanto que acaba concordando e o veste com a sua roupa indicando claramente que tem que ficar imóvel. Ele olha para a latinha e repara que só tem duas moedas e vai descansar num canto da rua.
Ao pouco tempo aparece o Arcanjo e vê o conhecido todo louco dançando sem parar em cima do pedestal que nem um roqueiro, e fica furioso grita com ele, manda descer, dá muita bronca e manda ele embora. De imediato o Arcanjo verdadeiro olha para a latinha e vê que está cheia de moedas e algumas notas de papel. Então ele fica perplexo e arrependido e o chama de volta para retomar o lugar. Aí o colega não aceita, diz que não quer mais, foi xingado, está magoado e não quer nada. O Arcanjo então implora, se ajoelha, mas nada d´ outro voltar. O Arcanjo fica cabeça baixa observando o Zé Mane indo embora. Numa outra cena aparecem dizeres com a escrita: UM TEMPO DEPOIS e mostra um clube noturno, a câmera se aproximando mostra quem está na portaria bem vestido com uniforme de gala e rindo à toa é o Zé Mane.
A imagem vai entrando no clube até chegar no palco. Aí tem uma banda de rock tocando e de repente entra em cena o Arcanjo muito louco balançando o corpo e os cabelos, (CLOSE no rosto dele) quando a câmera se afasta um poço aparece uma faixa escrita acima dele, e não vista antes (por problema de foco) com os dizeres:
ARCANJO´S ROCK.
Moral da história, o Zé Mane, homem simples e humilde (por que não dizer, desempregado) ensinou o caminho ao colega, a forma certa de ganhar a vida e foi retribuído com um emprego de porteiro.
Acompanhamos a simbologia de que o bem se paga com bem.
29/11/2007 Enrique Andrés – Roteirista
Frases que nós odiamos ouvir
1. A descarga não está funcionando! (O dono da casa avisando quando já é tarde demais)
2. Aceita ticket?
3. Bem, amigos da Rede Globo.
4. Bom dia, estamos entrando em contato para verificar se o senhor não vai estar querendo…
5. Cabe mais um?
6. César Maia diz que a violência no Rio está sob controle. (De quem?)
7. Como você cresceu?!! (Tiazona chata)
8. Compre já o seu carro ou casa pagando apenas 4,00 por dia!
9. Domingo, domingo, Legal!!!
10. Espera aí que vou ver se consigo troco. (E o carro lá em frente ao ponto de ônibus)
11. Está lotado!
12. Estou grávida! (Ui!!!)
13. Gasolina sobe …% amanhã (Vale pra gás, luz, água, telefone)
14. Hoje não estou a fim.
15. Ihuuuu, radical. (Dita pela Xuxa)
16. Já estou fechando. (Quando se está seco para tomar a saideira)
17. Mais 3 dias internado e você ficará novo!
18. Me busca na rodoviária domingo, às 23:50h? (Tiazona chata e solteirona)
19. Me empresta 100 mangos até semana que vem? (Cunhado cara-de-pau que já te deve 763,00 há mais de ano)
20. Me liga outro dia, tá? (Nem adianta ligar)
21. Meu filho pode ficar na sua casa por uma semana?
22. Meu sonho é me tornar apresentadora de programas infantis.
23. Minha família quer te conhecer.
24. Muito querido na vida pessoal, tanto quanto na profissional.
25. Não aceitamos cheques. (Sem um tostão na carteira)
26. Não posso sair com você hoje, tenho um compromisso. (Dor-de-corno)
27. Nunca antes, na história deste país…
28. O HD do seu computador queimou, mas acho que não foi só ele.
29. O Jornal Nacional será interrompido por 20 minutos para o Horário Eleitoral Gratuito.
30. Obrigado pela licença que você nos concede em entrar na sua casa.
31. Oh loco meu!!!
32. Paga hoje que na próxima eu compenso.
33. Pode ir lá em casa de 2 em 2 dias alimentar o cão e os peixes?
34. Pode ligar daqui a 10 minutos? (Em dez minutos ninguem atenderá)
35. Posso passar na sua frente, é só um volume.
36. Posso te dar o troco em balas?
37. Posso tomar conta do carro, doutor? (Ou cuida ou risca)
38. Quanto custou?
39. Rubinho está lento na pista!
40. Segura o cheque mais 30 dias? Os juros te pago depois.
41. Seu cartão não foi aceito. (Na frente de amigos ou namorada)
42. Seu pneu está murcho. (antes de um pé d’água)
43. Seu saldo é insuficiente.
44. Seus créditos são insuficientes para completar essa ligação.
45. Só estou dando uma olhadinha. (Pobre na loja)
46. Só quero ser sua amiga. (E você de olho na gostosona)
47. Só tem Skol
.48. Só tenho 5 paus. (na hora de rachar a conta de 73,00).
49. Sou muito amiga da sua irmã. (Gostosona que não pode saber que você é noivo)
50. Tá ligado?
51. Tá sozinho aí, posso sentar contigo? (dita em geral por homem/chato/filão/tagarela/bebum Sim, você jogou pedra na cruz)
52. Tem troco pra 100,00?
53. Tenham todos um ótimo final de domingo.
54. Tô precisando de um favor seu!
55. Vende fiado?
56. Você bebe, heim?
57. Você engordou? (amigo mala que não te vê há muito tempo)
58. Você poderia ser o padrinho de uma das crianças da LBV?
59. Você se importa que eu fume?
60. Vou tomar só um copinho da sua cerveja, posso?
2. Aceita ticket?
3. Bem, amigos da Rede Globo.
4. Bom dia, estamos entrando em contato para verificar se o senhor não vai estar querendo…
5. Cabe mais um?
6. César Maia diz que a violência no Rio está sob controle. (De quem?)
7. Como você cresceu?!! (Tiazona chata)
8. Compre já o seu carro ou casa pagando apenas 4,00 por dia!
9. Domingo, domingo, Legal!!!
10. Espera aí que vou ver se consigo troco. (E o carro lá em frente ao ponto de ônibus)
11. Está lotado!
12. Estou grávida! (Ui!!!)
13. Gasolina sobe …% amanhã (Vale pra gás, luz, água, telefone)
14. Hoje não estou a fim.
15. Ihuuuu, radical. (Dita pela Xuxa)
16. Já estou fechando. (Quando se está seco para tomar a saideira)
17. Mais 3 dias internado e você ficará novo!
18. Me busca na rodoviária domingo, às 23:50h? (Tiazona chata e solteirona)
19. Me empresta 100 mangos até semana que vem? (Cunhado cara-de-pau que já te deve 763,00 há mais de ano)
20. Me liga outro dia, tá? (Nem adianta ligar)
21. Meu filho pode ficar na sua casa por uma semana?
22. Meu sonho é me tornar apresentadora de programas infantis.
23. Minha família quer te conhecer.
24. Muito querido na vida pessoal, tanto quanto na profissional.
25. Não aceitamos cheques. (Sem um tostão na carteira)
26. Não posso sair com você hoje, tenho um compromisso. (Dor-de-corno)
27. Nunca antes, na história deste país…
28. O HD do seu computador queimou, mas acho que não foi só ele.
29. O Jornal Nacional será interrompido por 20 minutos para o Horário Eleitoral Gratuito.
30. Obrigado pela licença que você nos concede em entrar na sua casa.
31. Oh loco meu!!!
32. Paga hoje que na próxima eu compenso.
33. Pode ir lá em casa de 2 em 2 dias alimentar o cão e os peixes?
34. Pode ligar daqui a 10 minutos? (Em dez minutos ninguem atenderá)
35. Posso passar na sua frente, é só um volume.
36. Posso te dar o troco em balas?
37. Posso tomar conta do carro, doutor? (Ou cuida ou risca)
38. Quanto custou?
39. Rubinho está lento na pista!
40. Segura o cheque mais 30 dias? Os juros te pago depois.
41. Seu cartão não foi aceito. (Na frente de amigos ou namorada)
42. Seu pneu está murcho. (antes de um pé d’água)
43. Seu saldo é insuficiente.
44. Seus créditos são insuficientes para completar essa ligação.
45. Só estou dando uma olhadinha. (Pobre na loja)
46. Só quero ser sua amiga. (E você de olho na gostosona)
47. Só tem Skol
.48. Só tenho 5 paus. (na hora de rachar a conta de 73,00).
49. Sou muito amiga da sua irmã. (Gostosona que não pode saber que você é noivo)
50. Tá ligado?
51. Tá sozinho aí, posso sentar contigo? (dita em geral por homem/chato/filão/tagarela/bebum Sim, você jogou pedra na cruz)
52. Tem troco pra 100,00?
53. Tenham todos um ótimo final de domingo.
54. Tô precisando de um favor seu!
55. Vende fiado?
56. Você bebe, heim?
57. Você engordou? (amigo mala que não te vê há muito tempo)
58. Você poderia ser o padrinho de uma das crianças da LBV?
59. Você se importa que eu fume?
60. Vou tomar só um copinho da sua cerveja, posso?
Amarildo, o último dos otimistas.
Em 11/10/07 tive a intenção de me iniciar como escritor de Contos
Bem, é o início, sejam tolerantes. Poderia ser pior (será?)
Conto
A hilária vida de Amarildo sempre foi engraçada, cheia de anedotas, vivia num mar de azares, mas nem por isso perdia a compostura, a sua fé e o seu otimismo, foi um modelo a ser seguido.
Ele nunca esteve deprimido, dizia que sempre viria um amanhã melhor, e não é que ele acreditava mesmo nisso?
Algo vetusto no seu comportamento, obedecendo ao formato rígido dos seus progenitores. Mesmo assim não parava de encorajar os outros.
Conta a sua filha Jacinta, que quando pequena uma vez o acompanhou ao estádio Pacaembu para ver uma final de campeonato, um clássico São Paulo e Corinthians quando no meio do jogo o seu pai foi sorteado pela infeliz escolha de uma pomba que decidiu defecar encima da cabeça do azarado Amarildo. Jacinta diz que comentou:- Pai, com cinqüenta mil espectadores, vinte e dois jogadores, quatro bandeirinhas, um juiz e a pomba veio a fazer cocô bem na sua cabeça? Aí foi que Amarildo demonstrando toda a sua maturidade emocional e mantendo a máxima calma e compostura possível nessa ridícula situação, respondeu a sua filha:- Veja bem Jacinta, eu sou um homem tremendamente afortunado. Você faz uma idéia do que teria acontecido se as vacas voassem?
Sem dúvida que o seu entusiasmo para resolver os problemas era contagiante.
Agora o seu fim foi trágico, quem sabe foi da forma que ele sempre tinha preferido, rápida e indolor.
Com sessenta e cinco anos nas costas, onde foi dez anos cabo do exército, máximo galardão que conseguiu na vida, funcionário dos correios o restante. Sempre mamando em conta-gotas das tetas do estado.
Uma quinta feira viu um anúncio que precisavam porteiro/office-boy aposentado, obviamente para não pagar condução, e tomou uma decisão, no outro dia sairia cedo de casa para tentar esse emprego. Enfim, engordar uma mísera aposentadoria que só dava pra remédios seria ótimo, quem sabe daria para tomar as suas cervejinhas e pagar a vista.
Sexta feira sete da manhã Amarildo sai correndo de casa só com um café mal tomado, seu terno vinte único Calvin Caca-Klain e chapéu panamá, herança do seu avô, entra no seu fusca mil novecentos setenta e algo, quatro pneus careca como bunda de nenê, cor indefinida, e sai voando a trinta quilômetros por hora. A lataria era idêntica aos daqueles carros do Iraque quando detonados por um suicida, mas ele tinha que arriscar, se aparece-se um bem-te-vi o caso era resolver no gogó. No meio do caminho estoura o pneu dianteiro, começa ziguezaguear , com as lonas dos freios no osso, quem ajuda mesmo a parar rápido e uma árvore centenária. Resultado: o pára-choque dianteiro foi pras cucuias, a lataria parece que ficou melhor do que estava antes e por sorte nenhum ferimento. Amarildo desce do carro e quando põe o pé esquerdo no chão apóia suavemente em algo macio, como um tapete persa, mas muito mal cheiroso. Era o serviço de algum cachorrão que na falta de um dono educado deixou na calçada a sua assinatura, a sua marca registrada em forma de uma montanha de estrume. Observa atento Amarildo àquele sapato que há quinze anos lhe acompanha sempre seminovo, só utilizado para ocasiões especiais, que mudou repentinamente de cor e de cheiro. Ficou algo parecido com Aromas do Pântano ou Essência do Necrotério, algo espantoso. Mesmo assim não se incomoda, pensa: pelo menos o outro sapato está em bom estado. Sem macaco para auxiliá-lo nem estepe, já viram esses apetrechos num fusca velho? Decide continuar o resto do caminho a pé. Não antes de passar por debaixo da escada de um pintor que lhe joga umas gotas de látex amarelo. Amarildo olha pro terno e não desanima, pensa que um terno roxo com pingos amarelos dá um tom diferente, mais moderno e vai em frente. Chegando à rua onde estaria seu possível emprego, Amarildo repara que deixou o papel com o número da rua em outra calça. Não tem jeito, fica rodando que nem cego na feira até desistir e rumar de volta pra casa a pé. Chegando à sua rua, cansado, mas não derrotado, pois nada desanima esse lutador, passa no empório do Juvenal, seu velho amigo e vizinho que morava no décimo andar no seu mesmo prédio. Pede uma cerveja gelada e enquanto a degusta, Juvenal estende o braço em sua direção e lhe mostra uma velha conta pendurada pela família dele de noventa e sete reais. Amarildo com toda a tranqüilidade do mundo, manchado de tinta, fedendo horrores, pede calma para Juvenal. Isto se solucionará logo mais com o novo emprego, lhe disse.
Chegando em casa a sua mulher abre a porta, pois ele não carrega chaves. Ela o proibiu muitos anos atrás quando ele chegou um dia mais cedo e encontrou-a com um estranho em atitude suspeita, que a muito custo ele teve que engolir que este cara era o seu professor de yoga. Nunca ficou bem esclarecido por que estavam quase sem roupas, mas Amarildo sempre achou que quem ama de verdade deseja o bem do seu conjugue e assim ficou conformado.
Ele pensava:- Alguém viu? Alguém comentou? Não? Então corna é a mãe, não eu. Numa exclamação de felicidade a sua mulherzinha lhe disse:- Adivinha quem veio para ficar o fim de semana em casa? A sua querida sogra!
Amarildo, que preferia levar a vida de Prometeu tendo as suas vísceras devoradas por um corvo gigante diariamente, antes que passar um fim de semana com a sogra, que opinava que seria melhor atravessar os três oceanos a nado do que passear com ela, que afirmava que elevador para o além pra sogra só tinha uma direção: para baixo, deu um sorriso amarelo disfarçado emitindo um som gutural inaudível: - Que bom né?
Fora que já tiveram briga feia quando afirmara tempos atrás que preferia passar vinte e cinco anos debaixo de uma pedra do que escutar dez minutos a voz da sogra.
-Mas que fedentina é essa? Interrogou a sua mulher, - Vai tomar um banho e se perfumar homem de Deus!
Assim feito, resignado e inconsolado Amarildo aproveita depois do banho e sai na sacada pra secar o cabelo no seu vigésimo quinto andar, um “apertamento” alugado por sua filha Jacinta para os pais e o Fido um cãozinho de estimação. Aproveita para respirar o límpido ar das alturas da zona leste de São Paulo.
Encostado de barriga na sacada não percebe a aproximação da sogra que de pronto aparece e exclama a toda voz: - OI AMARILDO!!
Pronto! Isto foi o suficiente para derrubar o coitado da sacada e submergi-lo no espaço.
Ninguém nunca saberá a verdade se ele caiu ou se jogou de propósito.
Só sabemos pelo seu Juvenal, que casualmente estava na sacada nesse trágico instante e viu o infeliz descendo a duzentos quilômetros por hora.
Ainda o Juvenal mão de vaca e insensível, vendo seu amigo se precipitar para uma morte certa, no puro instinto comercial ele esticou o braço com um papel na mão dizendo rapidamente:- Amarildo, a tua conta ô! Que ouve?
Ele contou depois que só ouviu uma rápida frase dizendo: - Por enquanto está tudo beeeeeeem! Pobre Amarildo, otimista até na hora de sua morte, Amém.
Bem, é o início, sejam tolerantes. Poderia ser pior (será?)
Conto
A hilária vida de Amarildo sempre foi engraçada, cheia de anedotas, vivia num mar de azares, mas nem por isso perdia a compostura, a sua fé e o seu otimismo, foi um modelo a ser seguido.
Ele nunca esteve deprimido, dizia que sempre viria um amanhã melhor, e não é que ele acreditava mesmo nisso?
Algo vetusto no seu comportamento, obedecendo ao formato rígido dos seus progenitores. Mesmo assim não parava de encorajar os outros.
Conta a sua filha Jacinta, que quando pequena uma vez o acompanhou ao estádio Pacaembu para ver uma final de campeonato, um clássico São Paulo e Corinthians quando no meio do jogo o seu pai foi sorteado pela infeliz escolha de uma pomba que decidiu defecar encima da cabeça do azarado Amarildo. Jacinta diz que comentou:- Pai, com cinqüenta mil espectadores, vinte e dois jogadores, quatro bandeirinhas, um juiz e a pomba veio a fazer cocô bem na sua cabeça? Aí foi que Amarildo demonstrando toda a sua maturidade emocional e mantendo a máxima calma e compostura possível nessa ridícula situação, respondeu a sua filha:- Veja bem Jacinta, eu sou um homem tremendamente afortunado. Você faz uma idéia do que teria acontecido se as vacas voassem?
Sem dúvida que o seu entusiasmo para resolver os problemas era contagiante.
Agora o seu fim foi trágico, quem sabe foi da forma que ele sempre tinha preferido, rápida e indolor.
Com sessenta e cinco anos nas costas, onde foi dez anos cabo do exército, máximo galardão que conseguiu na vida, funcionário dos correios o restante. Sempre mamando em conta-gotas das tetas do estado.
Uma quinta feira viu um anúncio que precisavam porteiro/office-boy aposentado, obviamente para não pagar condução, e tomou uma decisão, no outro dia sairia cedo de casa para tentar esse emprego. Enfim, engordar uma mísera aposentadoria que só dava pra remédios seria ótimo, quem sabe daria para tomar as suas cervejinhas e pagar a vista.
Sexta feira sete da manhã Amarildo sai correndo de casa só com um café mal tomado, seu terno vinte único Calvin Caca-Klain e chapéu panamá, herança do seu avô, entra no seu fusca mil novecentos setenta e algo, quatro pneus careca como bunda de nenê, cor indefinida, e sai voando a trinta quilômetros por hora. A lataria era idêntica aos daqueles carros do Iraque quando detonados por um suicida, mas ele tinha que arriscar, se aparece-se um bem-te-vi o caso era resolver no gogó. No meio do caminho estoura o pneu dianteiro, começa ziguezaguear , com as lonas dos freios no osso, quem ajuda mesmo a parar rápido e uma árvore centenária. Resultado: o pára-choque dianteiro foi pras cucuias, a lataria parece que ficou melhor do que estava antes e por sorte nenhum ferimento. Amarildo desce do carro e quando põe o pé esquerdo no chão apóia suavemente em algo macio, como um tapete persa, mas muito mal cheiroso. Era o serviço de algum cachorrão que na falta de um dono educado deixou na calçada a sua assinatura, a sua marca registrada em forma de uma montanha de estrume. Observa atento Amarildo àquele sapato que há quinze anos lhe acompanha sempre seminovo, só utilizado para ocasiões especiais, que mudou repentinamente de cor e de cheiro. Ficou algo parecido com Aromas do Pântano ou Essência do Necrotério, algo espantoso. Mesmo assim não se incomoda, pensa: pelo menos o outro sapato está em bom estado. Sem macaco para auxiliá-lo nem estepe, já viram esses apetrechos num fusca velho? Decide continuar o resto do caminho a pé. Não antes de passar por debaixo da escada de um pintor que lhe joga umas gotas de látex amarelo. Amarildo olha pro terno e não desanima, pensa que um terno roxo com pingos amarelos dá um tom diferente, mais moderno e vai em frente. Chegando à rua onde estaria seu possível emprego, Amarildo repara que deixou o papel com o número da rua em outra calça. Não tem jeito, fica rodando que nem cego na feira até desistir e rumar de volta pra casa a pé. Chegando à sua rua, cansado, mas não derrotado, pois nada desanima esse lutador, passa no empório do Juvenal, seu velho amigo e vizinho que morava no décimo andar no seu mesmo prédio. Pede uma cerveja gelada e enquanto a degusta, Juvenal estende o braço em sua direção e lhe mostra uma velha conta pendurada pela família dele de noventa e sete reais. Amarildo com toda a tranqüilidade do mundo, manchado de tinta, fedendo horrores, pede calma para Juvenal. Isto se solucionará logo mais com o novo emprego, lhe disse.
Chegando em casa a sua mulher abre a porta, pois ele não carrega chaves. Ela o proibiu muitos anos atrás quando ele chegou um dia mais cedo e encontrou-a com um estranho em atitude suspeita, que a muito custo ele teve que engolir que este cara era o seu professor de yoga. Nunca ficou bem esclarecido por que estavam quase sem roupas, mas Amarildo sempre achou que quem ama de verdade deseja o bem do seu conjugue e assim ficou conformado.
Ele pensava:- Alguém viu? Alguém comentou? Não? Então corna é a mãe, não eu. Numa exclamação de felicidade a sua mulherzinha lhe disse:- Adivinha quem veio para ficar o fim de semana em casa? A sua querida sogra!
Amarildo, que preferia levar a vida de Prometeu tendo as suas vísceras devoradas por um corvo gigante diariamente, antes que passar um fim de semana com a sogra, que opinava que seria melhor atravessar os três oceanos a nado do que passear com ela, que afirmava que elevador para o além pra sogra só tinha uma direção: para baixo, deu um sorriso amarelo disfarçado emitindo um som gutural inaudível: - Que bom né?
Fora que já tiveram briga feia quando afirmara tempos atrás que preferia passar vinte e cinco anos debaixo de uma pedra do que escutar dez minutos a voz da sogra.
-Mas que fedentina é essa? Interrogou a sua mulher, - Vai tomar um banho e se perfumar homem de Deus!
Assim feito, resignado e inconsolado Amarildo aproveita depois do banho e sai na sacada pra secar o cabelo no seu vigésimo quinto andar, um “apertamento” alugado por sua filha Jacinta para os pais e o Fido um cãozinho de estimação. Aproveita para respirar o límpido ar das alturas da zona leste de São Paulo.
Encostado de barriga na sacada não percebe a aproximação da sogra que de pronto aparece e exclama a toda voz: - OI AMARILDO!!
Pronto! Isto foi o suficiente para derrubar o coitado da sacada e submergi-lo no espaço.
Ninguém nunca saberá a verdade se ele caiu ou se jogou de propósito.
Só sabemos pelo seu Juvenal, que casualmente estava na sacada nesse trágico instante e viu o infeliz descendo a duzentos quilômetros por hora.
Ainda o Juvenal mão de vaca e insensível, vendo seu amigo se precipitar para uma morte certa, no puro instinto comercial ele esticou o braço com um papel na mão dizendo rapidamente:- Amarildo, a tua conta ô! Que ouve?
Ele contou depois que só ouviu uma rápida frase dizendo: - Por enquanto está tudo beeeeeeem! Pobre Amarildo, otimista até na hora de sua morte, Amém.
Qual são as minhas fantasias?
Escrever, escrever muito, deixar um testemunho fiel de que passamos pela vida.
Palavras o vento leva, a escrita, sempre fica.
Poetas, artistas em geral, músicos pintores, escultores, se perpetuaram mediante às suas obras.
Eu não pretendo me perpetuar falando sandices, mas elas ficarão aqui, ninguém dirá amanhã que eu não existi.
Vejamos o dia de amanhã: -Ta vendo filhinho, estas historinhas foi o seu avô que escreveu. -Tô fora velho, só curto o meu blackberry, sacou?
Até pode acontecer uma dessas por que não?
Mas, não sejam preguiçosos, escrevam sempre alguma coisa, não importa se é verdade, ao final, o que é mais enfadonho e chato na vida, dançar com a própria irmã ou uma historia sincera e verdadeira?
Escrevam o seu próprio diário, mesmo que não for dia após dia. Não esqueçam esconder bem a chave, senão, papai os poe pra fora de casa.
Bem, vamos aos fatos, escrevi tempo atrás um Ensaio e quero deixa-lo com vocês.
É um casal conversando, as cores pretas e vermelhas separam as conversas.
ENSAIO – VIDA A DOIS
2/07/2007
Puta que o pariu, que grande MERDA!!! Sábado três horas da tarde e aquele cafajeste do meu marido nem sinal de aparecer!!
Só uma tonta que nem eu para agüentar essa praga dentro de casa. Ah, saudades da minha vida de solteira, sem ninguém para me aporrinhar.
Porque gente, trocar as minhas amigas, os bate-papos, as baladas para vir aqui pra lavar cueca de macho e ainda escutar um monte na minha orelha, é doses!!!
Eu confesso, casamento é bom pra marido, encontra tudo arumadinho em casa, comidinha pronta e mulherzinha disposta à noite na cama.
Agora a gente ganha o qué? Trabalha como doméstica sem salário, atura o marmanjo com seus vícios e se bobear ainda embucha e aí sim que esta danada, pois ele vai pintar e bordar encima da gente com suas “saídas” e chifrinhos. Ao fim estamos ocupadas mesmo!!!
E isso que a mamãe dizia: Casa-te filha e verás como é bom. Claro, como é boa a vida de solteira ela queria dizer.
- Cheguei Rebeca, cadê o almoço minha?
- -Essas são horas de chegar? Com certeza jogando bilhar com seus amigos, bebendo todas e agora me vem com essa pinta de touro bravo fedendo cachaça!!
- Vê se se manca mané, esquece um pouco a jogatina e larga da cerveja que vais ficar que nem grávida de nove meses.
- A vida é minha e faço o que eu quero sacou?
- Como sempre, grosseiro e estúpido!
- E abaixa essa bola ta ligada?
- E ainda valentão!
- Olha não me provoca que sou capaz de..........
- De que seu patife? Vais querer me agredir agora?
- Não sei não, melhor parar por aí.
- Vai seu covarde me bate, bate na minha cara e me marca para sempre, assim poderás contar aos teus amiguinhos quem você é realmente, e eu poderei mostrar a todos do que você é capaz!!!
- Pensas que estas por cima né? Que estás mandando? Que nada!!! Quem tá por cima de você é o teu orgulho ferido, teu sonho de homem valente, tua mania de machista!
- Você não me conhece bem Rebeca, não sabes do que sou capaz!!!
- Há é? Então vem pra cima, me arrebenta toda, quebra o meu corpo, porque o meu espírito jamais poderás derrubar.
- Você sempre igual, me provocando, não tens medo não?
- Não estou sozinha não, tenho a Deus no meu coração e ele me protege sempre.
- Ah é? Olha o meu muque!! O que você acha?
- Antes de eu ter medo dos teus braços, você é que tem que ter medo do meu cérebro.
- Se força valesse alguma coisa estaria-mos obedecendo os elefantes!
- Olha muié, não sei como agüento tuas provocações, porque vocês são todas iguais, enchem o saco do marido até explodir!!
- E o pior de tudo, é que a maioria é pecadora e traiçoeira!!
- Pecadora eu sei que sou, quando me apaixonei por você e me entreguei de corpo e alma, esse foi o meu maior pecado, agora traiçoeira não, essa não admito!
- Eu sei, são todas santas, mesmo assim tá cheio de chifrudos por aí.
- Olha Venâncio, fica ciente de uma coisa, chifre é algo que só carrega quem merece.
- Eu não sou de trair ninguém, porque o dia que eu decidir te chifrar, você será o primeiro a saber pela minha boca, antes que aconteça.
- Não esqueças que mulher não trai por safadeza e sim por vingança, então estás avisado.
- Melhor ver meu rango e parar de tagarelar muito que hoje não tô de cabeça boa não!
- Mas quando te conheci você estava de cabeça muito boa né Venâncio?
- Tirei você daquela vida à toa que levavas, jogo, cafetinagem, sempre no meio daquele rebanho de éguas.
- Por isso que escolhi a melhor potranca!
- PARA VENÂNCIO!!!
- Se te lembrares um pouco como era bom o nosso começo não me tratarias assim.
- O que tá faltando pra você muié? Tens casa, comida, marido, o que queres mais?
- Algo que não se compra Venâncio, ca-ri-nho!!!
- Você trata bem às minhas colegas, às nossas vizinhas, sempre um sorriso agradável, um papinho doce. Mas de uma coisa você esqueceu meu querido.
- Do que por acaso?
- De me conquistar sempre, todos os dias, como quando namoráva-mos.
- Não estás contente então? Como é que eu te tratava?
- Não lembras Venâncio?, como se trata.... um pássaro ferido.... uma criança pequena......
- Há mulheres!!! é muito difícil de entende-las, sempre com suas manhas e reclamações.
- E ainda sempre carregando os seus segredos não é?
- E claro querido, toda mulher tem os seus segredinhos.
- Então me conta algum vai.
- Aí não seria segredo.
- Então conta só um pouquinho.
- Ta bom mas me diz uma coisa, você sabe guardar um segredo?
- Sim, claro que eu sei.
- Bem...... eu também.
- Olha você não quer contar os seus, mas eu vou contar um segredo meu, tá bom?
- Conta vai!!!
- Bem, eu sou tudo o que você diz, um safado, beberrão, jogador, e tenho certeza de que o dia que empacotar e for pro andar de cima, se lá tiver boteco, continuarei a tomar todas minhas loiras geladas, disso podes estar certa.
- Mas tem um detalhe interessante, uma coisa mudou em minha vida depois que te conheci.
- O que foi que mudaste?
- Larguei de ser mulherengo e só fiquei contigo, todos estes anos, mesmo quando você me mandou pra fora de casa e fiquei uns dias na minha mãe.
- Juras que isso é verdade?
- Juro menina, você é um pé no saco mas mesmo assim eu não te troco por outra.
- Ah, você está dizendo isso porque bebeu umas e outras!
- Você acha? Então pergunta aos meus amigos se eu falo em outra mulher.
- Bem....se for verdade....eu fico um pouco sem graça....mas também te confesso, eu não penso trocar você por outro......não tão cedo nem por enquanto, estamos entendidos?
- Agora vem cá amorzinho você não quer um aperitivinho antes de almoçar?
- Não sei não, do que você ta falando?
- Eu te conto já.....
-
- (ela abraça ele e caem os dois num sofá que está de costa e aos poucos se vem braços levantando e jogando peças de roupa, no fim algumas peças íntimas.
- CAI O TELÃO)
-
Qualquer semelhança com fatos da vida real,é mera coincidência.
Escrever, escrever muito, deixar um testemunho fiel de que passamos pela vida.
Palavras o vento leva, a escrita, sempre fica.
Poetas, artistas em geral, músicos pintores, escultores, se perpetuaram mediante às suas obras.
Eu não pretendo me perpetuar falando sandices, mas elas ficarão aqui, ninguém dirá amanhã que eu não existi.
Vejamos o dia de amanhã: -Ta vendo filhinho, estas historinhas foi o seu avô que escreveu. -Tô fora velho, só curto o meu blackberry, sacou?
Até pode acontecer uma dessas por que não?
Mas, não sejam preguiçosos, escrevam sempre alguma coisa, não importa se é verdade, ao final, o que é mais enfadonho e chato na vida, dançar com a própria irmã ou uma historia sincera e verdadeira?
Escrevam o seu próprio diário, mesmo que não for dia após dia. Não esqueçam esconder bem a chave, senão, papai os poe pra fora de casa.
Bem, vamos aos fatos, escrevi tempo atrás um Ensaio e quero deixa-lo com vocês.
É um casal conversando, as cores pretas e vermelhas separam as conversas.
ENSAIO – VIDA A DOIS
2/07/2007
Puta que o pariu, que grande MERDA!!! Sábado três horas da tarde e aquele cafajeste do meu marido nem sinal de aparecer!!
Só uma tonta que nem eu para agüentar essa praga dentro de casa. Ah, saudades da minha vida de solteira, sem ninguém para me aporrinhar.
Porque gente, trocar as minhas amigas, os bate-papos, as baladas para vir aqui pra lavar cueca de macho e ainda escutar um monte na minha orelha, é doses!!!
Eu confesso, casamento é bom pra marido, encontra tudo arumadinho em casa, comidinha pronta e mulherzinha disposta à noite na cama.
Agora a gente ganha o qué? Trabalha como doméstica sem salário, atura o marmanjo com seus vícios e se bobear ainda embucha e aí sim que esta danada, pois ele vai pintar e bordar encima da gente com suas “saídas” e chifrinhos. Ao fim estamos ocupadas mesmo!!!
E isso que a mamãe dizia: Casa-te filha e verás como é bom. Claro, como é boa a vida de solteira ela queria dizer.
- Cheguei Rebeca, cadê o almoço minha?
- -Essas são horas de chegar? Com certeza jogando bilhar com seus amigos, bebendo todas e agora me vem com essa pinta de touro bravo fedendo cachaça!!
- Vê se se manca mané, esquece um pouco a jogatina e larga da cerveja que vais ficar que nem grávida de nove meses.
- A vida é minha e faço o que eu quero sacou?
- Como sempre, grosseiro e estúpido!
- E abaixa essa bola ta ligada?
- E ainda valentão!
- Olha não me provoca que sou capaz de..........
- De que seu patife? Vais querer me agredir agora?
- Não sei não, melhor parar por aí.
- Vai seu covarde me bate, bate na minha cara e me marca para sempre, assim poderás contar aos teus amiguinhos quem você é realmente, e eu poderei mostrar a todos do que você é capaz!!!
- Pensas que estas por cima né? Que estás mandando? Que nada!!! Quem tá por cima de você é o teu orgulho ferido, teu sonho de homem valente, tua mania de machista!
- Você não me conhece bem Rebeca, não sabes do que sou capaz!!!
- Há é? Então vem pra cima, me arrebenta toda, quebra o meu corpo, porque o meu espírito jamais poderás derrubar.
- Você sempre igual, me provocando, não tens medo não?
- Não estou sozinha não, tenho a Deus no meu coração e ele me protege sempre.
- Ah é? Olha o meu muque!! O que você acha?
- Antes de eu ter medo dos teus braços, você é que tem que ter medo do meu cérebro.
- Se força valesse alguma coisa estaria-mos obedecendo os elefantes!
- Olha muié, não sei como agüento tuas provocações, porque vocês são todas iguais, enchem o saco do marido até explodir!!
- E o pior de tudo, é que a maioria é pecadora e traiçoeira!!
- Pecadora eu sei que sou, quando me apaixonei por você e me entreguei de corpo e alma, esse foi o meu maior pecado, agora traiçoeira não, essa não admito!
- Eu sei, são todas santas, mesmo assim tá cheio de chifrudos por aí.
- Olha Venâncio, fica ciente de uma coisa, chifre é algo que só carrega quem merece.
- Eu não sou de trair ninguém, porque o dia que eu decidir te chifrar, você será o primeiro a saber pela minha boca, antes que aconteça.
- Não esqueças que mulher não trai por safadeza e sim por vingança, então estás avisado.
- Melhor ver meu rango e parar de tagarelar muito que hoje não tô de cabeça boa não!
- Mas quando te conheci você estava de cabeça muito boa né Venâncio?
- Tirei você daquela vida à toa que levavas, jogo, cafetinagem, sempre no meio daquele rebanho de éguas.
- Por isso que escolhi a melhor potranca!
- PARA VENÂNCIO!!!
- Se te lembrares um pouco como era bom o nosso começo não me tratarias assim.
- O que tá faltando pra você muié? Tens casa, comida, marido, o que queres mais?
- Algo que não se compra Venâncio, ca-ri-nho!!!
- Você trata bem às minhas colegas, às nossas vizinhas, sempre um sorriso agradável, um papinho doce. Mas de uma coisa você esqueceu meu querido.
- Do que por acaso?
- De me conquistar sempre, todos os dias, como quando namoráva-mos.
- Não estás contente então? Como é que eu te tratava?
- Não lembras Venâncio?, como se trata.... um pássaro ferido.... uma criança pequena......
- Há mulheres!!! é muito difícil de entende-las, sempre com suas manhas e reclamações.
- E ainda sempre carregando os seus segredos não é?
- E claro querido, toda mulher tem os seus segredinhos.
- Então me conta algum vai.
- Aí não seria segredo.
- Então conta só um pouquinho.
- Ta bom mas me diz uma coisa, você sabe guardar um segredo?
- Sim, claro que eu sei.
- Bem...... eu também.
- Olha você não quer contar os seus, mas eu vou contar um segredo meu, tá bom?
- Conta vai!!!
- Bem, eu sou tudo o que você diz, um safado, beberrão, jogador, e tenho certeza de que o dia que empacotar e for pro andar de cima, se lá tiver boteco, continuarei a tomar todas minhas loiras geladas, disso podes estar certa.
- Mas tem um detalhe interessante, uma coisa mudou em minha vida depois que te conheci.
- O que foi que mudaste?
- Larguei de ser mulherengo e só fiquei contigo, todos estes anos, mesmo quando você me mandou pra fora de casa e fiquei uns dias na minha mãe.
- Juras que isso é verdade?
- Juro menina, você é um pé no saco mas mesmo assim eu não te troco por outra.
- Ah, você está dizendo isso porque bebeu umas e outras!
- Você acha? Então pergunta aos meus amigos se eu falo em outra mulher.
- Bem....se for verdade....eu fico um pouco sem graça....mas também te confesso, eu não penso trocar você por outro......não tão cedo nem por enquanto, estamos entendidos?
- Agora vem cá amorzinho você não quer um aperitivinho antes de almoçar?
- Não sei não, do que você ta falando?
- Eu te conto já.....
-
- (ela abraça ele e caem os dois num sofá que está de costa e aos poucos se vem braços levantando e jogando peças de roupa, no fim algumas peças íntimas.
- CAI O TELÃO)
-
Qualquer semelhança com fatos da vida real,é mera coincidência.
VIDA DE MOTO BOY
Todo dia apressado
O motoboy sai de casa
Grande decepção é
Quando ele se atrasa
É uma rotina de aventura
Às vezes boa, outras dura
Quem dera moto tivesse asa
Assim seria melhor
Diminuiria o medo
Faria muito mais entregas
E não morreria tão cedo
Mas, nem tudo é tão triste
E o motoboy ainda insiste
Que a moto é seu melhor brinquedo
O motoboy faz loucuras
Se arrisca em espaços impossíveis
Ou ele não vê os carros
Ou os carros que são invisíveis
Ainda bem que alguns têm sorte
Os que não têm, só resta a morte
Todas as viagens são imprevísiveis
Esses são os motoboys
Odiados por alguns motoristas
Eles chegam quase sempre na hora
Nem que precisem aumentar as pistas
Passam por cima, no meio ou no lado
Talvez façam mesmo, tudo errado
Mas no asfalto são verdadeiros artistas
Marcus Salinas
Todo dia apressado
O motoboy sai de casa
Grande decepção é
Quando ele se atrasa
É uma rotina de aventura
Às vezes boa, outras dura
Quem dera moto tivesse asa
Assim seria melhor
Diminuiria o medo
Faria muito mais entregas
E não morreria tão cedo
Mas, nem tudo é tão triste
E o motoboy ainda insiste
Que a moto é seu melhor brinquedo
O motoboy faz loucuras
Se arrisca em espaços impossíveis
Ou ele não vê os carros
Ou os carros que são invisíveis
Ainda bem que alguns têm sorte
Os que não têm, só resta a morte
Todas as viagens são imprevísiveis
Esses são os motoboys
Odiados por alguns motoristas
Eles chegam quase sempre na hora
Nem que precisem aumentar as pistas
Passam por cima, no meio ou no lado
Talvez façam mesmo, tudo errado
Mas no asfalto são verdadeiros artistas
Marcus Salinas
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